Apendicite aguda por Ultrassom
A apendicite tem um pico de incidência na segunda década de vida, com idade média dos acometidos de 24,5 anos. Entretanto, ela não é comum entre os menores de 5 anos de idade, e é muito rara nos recém-nascidos. Nos menores de 5 anos, os principais sintomas são dor, vômito, febre, anorexia e diarreia. Nos recém-nascidos, a apresentação clínica pode ser apenas a distensão abdominal. Quanto mais jovem for o paciente, maiores as chances de perfuração em 48 horas, atingindo mais de 70% nos menores de 3 anos.
O US é o exame de escolha para avaliar possibilidade de apendicite, principalmente pela falta de radiação ionizante. A sua sensibilidade é alta, entretanto, a sua especificidade é baixa, ou seja, é difícil identificar apêndices normais e excluir por completo a possibilidade de apendicite. Além disso, algumas vezes é difícil localizar o apêndice.
Para encontrá-lo, utiliza-se dois pontos de referência:
- Válvula ileocecal
- Ápice do ceco
O tamanho do apêndice é bastante variável (2 a 20 cm) e sua ponta é localizada, geralmente:
- Atrás do ceco (65%)
- Abaixo do ceco (31%)
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| Normal.
- Apêndice de 0,3 cm (entre o íleo e o ceco), em reta pontilhada
★ Músculos reto abdominal (acima) e iliopsoas (abaixo) ✚ Íleo terminal ⨉ Ceco |
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| Apendicite aguda.
- Verifica-se uma dilatação do apêndice, cujo diâmetro maior (externo)
passa de 0,6 cm (reta pontilhada). A parede do apêndice também pode
parecer aumentada.
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