Apendicite aguda por ultrassom | RodrigoNahum

Apendicite aguda por ultrassom

Apendicite aguda por Ultrassom

A apendicite tem um pico de incidência na segunda década de vida, com idade média dos acometidos de 24,5 anos. Entretanto, ela não é comum entre os menores de 5 anos de idade, e é muito rara nos recém-nascidos. Nos menores de 5 anos, os principais sintomas são dor, vômito, febre, anorexia e diarreia. Nos recém-nascidos, a apresentação clínica pode ser apenas a distensão abdominal. Quanto mais jovem for o paciente, maiores as chances de perfuração em 48 horas, atingindo mais de 70% nos menores de 3 anos.

O US é o exame de escolha para avaliar possibilidade de apendicite, principalmente pela falta de radiação ionizante. A sua sensibilidade é alta, entretanto, a sua especificidade é baixa, ou seja, é difícil identificar apêndices normais e excluir por completo a possibilidade de apendicite. Além disso, algumas vezes é difícil localizar o apêndice.

Para encontrá-lo, utiliza-se dois pontos de referência:
- Válvula ileocecal
- Ápice do ceco

O tamanho do apêndice é bastante variável (2 a 20 cm) e sua ponta é localizada, geralmente:
- Atrás do ceco (65%)
- Abaixo do ceco (31%)



Normal.
- Apêndice de 0,3 cm (entre o íleo e o ceco), em reta pontilhada
★ Músculos reto abdominal (acima) e iliopsoas (abaixo)
✚ Íleo terminal
⨉ Ceco

Apendicite aguda.
- Verifica-se uma dilatação do apêndice, cujo diâmetro maior (externo) passa de 0,6 cm (reta pontilhada). A parede do apêndice também pode parecer aumentada.

Apendicite aguda.
- Eventualmente, encontram-se apendicolitos, que são fecalitos no apêndice. Eles produzem o efeito que os ossos produzem no ultrassom, ou seja, forma-se uma sombra escura após o fecalito, pois ele "barra" todo o ultrassom a partir dali.

Referências

https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC4805616/
https://radiopaedia.org/articles/appendicitis
https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC4438437/